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Sinopse

Sob o Amor é a tentativa de amar algo ou alguém que a consciência diria ser impossível amar. É sobre construir empatia com aquilo que é repugnante e desprezível. É abrir o corpo para a diferença, para o desconhecido. Amar o que não é para nós amável, eis o nosso desafio.

Sobre a criação

Sob o Amor, oitava peça do Teatro Inominável, antes de qualquer coisa é um exercício de abertura frente ao desconhecido. Como lidar com aquilo que eu condeno? Essa é a pergunta que ecoou no vazio da sala de ensaio e dentro de nós. Começamos o processo sem absolutamente nada, sem botes salva-vidas, sem chão, sem paredes, apenas com uma pergunta esquisita, desagradável, de textura estranha que ninguém quer chegar muito perto. Depois da pergunta a reflexão, depois da reflexão o corpo, e o corpo, por sua vez, não dá resposta à pergunta, apenas vive a experiência da reflexão. Isso quer dizer que não iremos achar modos de lidar com coisas externas a nós mesmos, apenas lidar com as contradições e medos que nos habitam. Amar nossa fragilidade, reconhecer nossa ignorância, aprender a olhar nossa escuridão. A cada dia de ensaio nos damos conta que não saberemos dialogar com aquilo que condenamos, enquanto não entendermos que aquilo que condenamos também nos constitui. Não achem, contudo, que tudo isso é sobre nós, pois não é, este foi apenas o ponto de partida, para sentir que o que está fora ecoa dentro. Cada artista lança um olhar, cada olhar abre um mundo. Sob o amor é uma combinação de mundos.

Sobre o grupo

O Inominável é uma companhia que segue buscando uma criação que faça frente aos dilemas do mundo contemporâneo. Nossas criações nascem de implicações que nos chegam pela pele, pela vida em sociedade, pelas incoerências de nós, humanos, hoje, aqui e agora. Não buscamos o possível, pois acreditamos tenazmente que a obra de arte é um projeto de mundo e, nesse sentido, uma possibilidade de fazer do mundo outra coisa que não somente esta, que temos e na qual vivemos. De alguma forma, somos inomináveis porque acreditamos na força imensa que um nome é incapaz de conter, de delimitar e fechar. Acreditamos no visível para além do que é mostrado, no que é dito ainda que em silêncio. Queremos investigar onde estão - e quais são - as perguntas todas que foram escondidas dentro das respostas que não cessam de nos dar. É formado por um coletivo de 12 artistas e produtores: Adassa Martins, Andrêas Gatto, Caroline Helena, Clarissa Menezes, Diogo Liberano, Flávia Naves, Gunnar Borges, Laura Nielsen, Márcio Machado, Natássia Vello, Thaís Barros e Thiago Pimentel.

Serviço

Casa Quintal de Artes Cênicas
Endereço: Rua Silvio Romero, 36 – Santa Teresa
Data: 09 de dezembro
Horário: 20h
Duração: 50 minutos, seguido de conversa
Capacidade: 30 lugares – distribuição de senhas, 60 minutos antes

Equipe de Criação

Diretora: Natássia Vello
Diretora Assistente: Thaís Barros
Criadores: Andrêas Gatto, Gunnar Borges, Laura Nielsen e Márcio Machado