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Sinopse

COLÔNIA é um monólogo, uma pesquisa em curso, uma tentativa, uma reflexão sobre o papel do ator enquanto mediador de discursos, no caso impulsionados pelo conceito de “colônia”.

Sobre a criação

A partir da leitura do livro “Holocausto Brasileiro” de Daniela Arbex, nos deparamos com uma realidade velada: um esquema de tráfico de corpos entre um manicômio e universidades em MG, além de internos com nenhum tipo de problemas mentais aprisionados dentro de um hospício, seres humanos sobrevivendo a um fatídico período de negligência no mais famoso manicômio brasileiro, e nem por isso conhecido, COLÔNIA. E nos perguntamos: o que vem a ser uma Colônia? Que ações são necessárias para se criar uma? O que caracteriza a sua formação? Ou antes, para que serve uma colônia? Nesta proposta investigamos algumas abas que nos abrem horizontes para o desmembramento de uma realidade histórica e social dentro da ideia de Colônia, desde o período da colonização brasileira, passando pelas colônias dos insetos sociais, o hospital psiquiátrico em Barbacena, o cheiro da água de colônia e o que entendemos como populações mistas, convivendo lado a lado, numa sociedade que tende a separar, instalar conflitos e desagregações?!

Partindo de questionamentos dessa natureza, o dramaturgo Gustavo Colombini, o diretor Viniciús Arneiro e o ator Renato Livera se propõem, a convite da Mostra Hífen de Pesquisa-Cena, partilharem um percurso, um rascunho daquilo que não cessa de produzir perguntas, horror e encantamento.

Sobre os artistas

Viniciús Arneiro é diretor e ator. Formou-se na Escola de Teatro Martins Penna no Rio de Janeiro, em 2006. Em 2007 estreou no Espaço SESC – RJ sua primeira direção, o espetáculo Cachorro! texto de Jô Bilac, primeiro espetáculo do Teatro Independente, Cia. da qual é fundador e diretor artístico, espetáculo pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell 2007 de Melhor Direção. Dentre os trabalhos que dirigiu estão: Rebú (2009), texto de Jô Bilac (com o Teatro Independente); Cucaracha (2012), texto de Jô Bilac (com o Teatro Independente); em 2013 estreou Fluxorama, dramaturgia de Jô Bilac – projeto em que atuou e dirigiu em parceria com Inez Viana e Rita Clemente. O espetáculo esteve entre os 10 melhores de 2013 (O Globo) e foi indicado ao prêmio APTR de Melhor Autor. Estreou em maio de 2014 no CCBB (RJ) Cássia Eller, o musical onde partilha a direção com João Fonseca – indicado ao prêmio Arte Qualidade Brasil 2014 nas categorias Melhor Espetáculo Musical e Melhor Direção. Em 2016 dirigiu Os Sonhadores, com dramaturgia de Diogo Liberano, espetáculo indicado ao Prêmio Shell nas categorias Autor, Direção e Cenário.

Renato Livera é ator brasileiro, dramaturgo e diretor. Natural de Goiânia. Graduado em Artes Dramáticas pela Faculdade da Cidade no Rio de Janeiro, ator profissional desde 1998, trabalhou com importantes diretores de Teatro, transitando por diferentes linguagens como, a dança, o teatro, o audiovisual e o cinema. Durante 4 anos atuou no Grupo Alice 118, coordenado pela diretora Ana Kfouri. Em 2007 fundou a Cia. Físico de Teatro, assinando a direção do espetáculo Felizes para Sempre, de Mário Bortolotto. Ainda pela Cia. idealizou o espetáculo ‘Savana Glacial’, ganhador do Shell de melhor dramaturgia em 2010 e eleito um dos dez melhores espetáculos pela Veja Rio e Folha de São Paulo. Ainda pela Cia. Físico de Teatro atuou como ator e assinou a direção do espetáculo ‘FÃ-CLUBE’ em setembro de 2012, assinando a direção de ‘Temporada de Verão’ em 2014. Dirigiu pequenas peças cômicas no projeto Clube da Cena nos anos 2009 e 2010. Professor e pesquisador no Centro de Estudo Artístico Experimental do Sesc Tijuca, de 2004 a 2008. Dirigiu também curtas para o cinema, e projetos audiovisuais para o teatro e música. Indicado ao prêmio Ítalo Rossi, do FITA 2014 (Festival de Angra), como melhor ator coadjuvante, com a peça ‘Cachorro Quente’, dirigida por João Fonseca.

Gustavo Colombini é dramaturgo e diretor teatral formado pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e fez parte da terceira turma do Núcleo de Dramaturgia SESI - British Council. Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, na categoria de Melhor Autor, pela peça ‘O silêncio depois da chuva’. Criador da performance de escrita ‘La comunicación humana’, apresentada no II Festival Latinoamericano de Teatro, pelo Corredor Latinoamericano de Teatro (CLT), no espaço Matucana 100 em Santiago, Chile – em coautoria com o dramaturgo André Felipe. É integrante e cofundador do grupo artístico Cinza. Participou com o grupo da exposição museu do louvre pau-brazyl, com a obra-instalação Reunião de Condomínio. Concebeu, dirigiu e escreveu as ações ‘Ponto de Fuga’ (2014), ‘na Casa do Povo e Planta’ (2013), realizado dentro da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, ambas em parceria com o escritor João Dias Turchi. Integra o grupo de pesquisa GEPLE (Grupo de Estudos Práticos em Linguagem Experimental), responsável pelo projeto Gramatologia, selecionado pelo ProAC de Publicação de Conteúdo Cultural (2016). Escreveu ‘Histórias para serem lidas em voz alta’, premiado pelo ProAC de Criação Literária (2014), em coescritura com João Dias Turchi. Foi artista-orientador do Projeto Ademar Guerra 2016. Foi dramaturgista e orientador em dramaturgismo desde 2013 atuante nos Núcleos de Artes Cênicas do SESI São Paulo e interior. Também é responsável, ao lado de Leonardo Araujo, pela editora indepentente GLAC. Escreveu ‘seis segundos a mais do que eles previram’, pela Editora 3 dias, ‘CIDADE’, pela editora GLAC e ‘Duplicata’ (2013), pela editora GLAC, com co-autoria de Leonardo Araujo. Ministrou oficinas em diversas cidades brasileiras, no Chile e na Argentina junto ao dramaturgo André Felipe.

Serviço

Casa Quintal de Artes Cênicas
Endereço: Rua Silvio Romero, 36 – Santa Teresa
Data: 16 de dezembro
Horário: 16h
Duração: 50 minutos
Capacidade: 30 lugares – distribuição de senhas, 60 minutos antes

Equipe de criação

Dramaturgia: Gustavo Colombini
Direção: Viniciús Arneiro
Interpretação: Renato Livera